Muitas vezes, sentados ao computador, não nos apercebemos do milagre tecnológico que está a acontecer diante dos nossos olhos.
Compenetrados no trabalho que temos a fazer ou arrebatados pelas suas capacidades multimédia quando vemos um filme, jogamos um jogo ou simplesmente navegamos na internet, não damos conta da história e dos anos de desenvolvimento que estão por trás de cada componente do nosso computador, desde a sua fonte de alimentação até ao ventilador, passando naturalmente pelo ecrã e parte gráfica.
Ilucidativo de uma boa fatia da história e das histórias que fizeram o computador tal como o conhecemos actualmente, o filme Jobs, que estreou em Agosto de 2013, é um documento obrigatório para todos aqueles que adoram computadores e querem saber um pouco mais acerca do meandros do seu desenvolvimento, já que esta película retrata a vida de uma das mais importantes figuras que o mundo informático conheceu até hoje: Steve Jobs, o fundador da Apple.
Quer se goste ou não dos computadores e do ambiente Apple, o que é certo é que, impulsionados pelo génio criativo de Steve Jobs, eles ajudaram a democratizar o acesso das pessoas ao meio informático. Pouco tempo depois de ter convencido Steve Wozniak a comercializar aquele que seria o primeiro computador a integrar o pacote “ecrã”, “teclado” e “computador” (Apple 1), a expressão “computador pessoal” (PC) passava a fazer parte do dicionário.
A este, seguiu-se o Apple 2, um tremendo sucesso que vendeu quase 6 milhões de unidades em 16 anos e que se destacava por possuir um sistema integrado de uma ponta à outra, ou seja, tanto o software, como o monitor ou a fonte de alimentação pertenciam à Apple. Esta filosofia continua a ser, actualmente, uma das pedras de toque da Apple, já que desde há muitos anos Steve Jobs acreditava que os melhores produtos eram os aparelhos completos, com software talhado para o hardware e vice-versa (veja-se os casos do iPhone e dos modelos Mac mais recentes).
Com a ascensão do Windows, seguiram-se anos mais discretos para a Apple. Mas nem por isso o computador deixou de evoluir, já que, cada vez mais, começou a fazer parte da vida de todos nós, quer a nível profissional como lúdico, adaptando-se às necessidades do momento e oferecendo opções variadas.
O aparecimendo do iPad (e antes do iPod) fizeram a Apple voltar à ribalta e revolucionar, uma vez mais, o mundo informático com dispositivos extremamente intuitivos e com uma versatilidade até então nunca vista.
A reboque deste vieram tablets e computadores híbridos de todos os tamanhos e feitios, procurando, cada vez mais, oferecer produtividade e entretenimento num invólcuro apelativo, fácil de usar e pensado para todos. O seu nome até pode ter mudado com o passar do tempo para tablet ou híbrido, mas lá no fundo saberemos sempre que estamos a usar um descendente directo do bom e velho computador.















